Fundos imobiliários são mais vantajosos para investidor iniciante


 Investir em imóveis pode ser uma boa alternativa para quem pretende aplicar o dinheiro que tem sobrado no final do mês. No entanto, a ideia de se gerar renda extra com imóveis residenciais prontos (acabados) ou em construção (na planta) para venda ou aluguel pode não ser a melhor escolha para os iniciantes no segmento.

Segundo especialistas em finanças pessoais, os fundos imobiliários são os mais indicados, pois têm algumas vantagens sobre a compra dos imóveis físicos para alugar posteriormente. A principal qualidade apontada nesta modalidade é a possibilidade de se tornar sócio do empreendimento (e não proprietário único) e aplicar o dinheiro fracionado, permitindo o investidor comprar ou vender cotas de acordo com sua capacidade financeira.

“Neste instrumento, você pode investir valores menores; não precisa comprar o imóvel por inteiro. Além disso, os fundos têm isenção de imposto de renda para pessoas físicas”, explica Oswaldo Sena, planejador financeiro do IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros).

Para ele, é muito importante que o investidor analise com atenção um dos fatores que podem fazer com que se obtenha um maior ganho com o investimento: a localização do imóvel. O investidor precisa atentar-se se existe a perspectiva de valorização na região. “Imóvel costuma ser um investimento seguro. Porém, o retorno da aplicação é em longo prazo, podendo chegar até 10 anos. Mas pode acontecer antes”, completa Sena.

Mesmo assim, as facilidades dos fundos imobiliários compensam. Segundo a XP Investimentos, neste modo, o investidor conta com um home broker para negociar as suas cotas (gestão profissional), enquanto na aquisição do bem para alugar há a preocupação com escrituras, certidões, ITBI, reformas. Além disso, há os riscos da vacância (período em que o imóvel fica vago, sem gerar renda) e inadimplência, dois dos principais fatores negativos apontados pelos consultores.

Já a média cobrada pelo corretor de imóveis para realizar uma venda, por exemplo, é de 6% do valor final, enquanto nos fundos imobiliários o investidor paga apenas 0,5% de corretagem para negociar suas cotas no mercado.

“Hoje em dia não dá mais para viver de juros. Então, muitas vezes, ao invés de adquirir um imóvel, vale a pena também comprar terrenos. A rentabilidade deles é bem maior”, sugere Gustavo de Carvalho Chaves, diretor-executivo da G9 Investimentos. Ele acrescenta que outras modalidades extremamente lucrativas de investir em imóveis e ainda pouco conhecidas do investidor tradicional são os leilões (judiciais e extrajudiciais) e concorrências públicas. “Assim, a pessoa poderá formar uma carteira com descontos que podem chegar a 40% do valor de mercado. É bom ponderar isso quando for investir”, finaliza Chaves.

Texto retirado da Revista ZAP Imóveis.

 

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